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Lady Charlotte and Mr. Philip ¤ Capitulo IV

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Leia o Capítulo 3

A Nota



Charlotte estava triste. Não sabia explicar exatamente o que lhe entristeceu, uma semana se passou desde o encontro com Sr. Phillip e ainda assim, ela sentia algo diferente em sua alma, algo que a entristecia. Queria acreditar que ele era o cavalheiro doce que conversou com ela sobre música, mas lembrou-se que naquele mesmo dia ele rejeitou a ideia de uma vida regada a romance.  Charlotte sabia que nem todos acreditavam em amor à primeira vista, ou em um amor eterno. Sabia que muitas jovens se tornavam solteironas e que muitas famílias viam o casamento como uma oportunidade de subir nos degraus da alta sociedade,  mas não!  Ela rejeitava a ideia de algo assim. Se ao menos pudesse conversar com alguém de verdade. Suspirou, frente à janela de seu quarto onde observava calmamente,  embora triste, um pássaro voltar ao ninho.


Sr. Phillip morava sozinho, tinha apenas sua velha mãe e sua Irmã.E elas moravam num Cottage perto de Bath, pois favorecia a saúde da mãe. Na sua casa trabalhavam o mordomo Mason,  e 3 outros empregados. Mason estava com ele desde que ele tinha 15 anos, o conhecia muito bem, e notou que Seth parecia preocupado. Mason lembrou - lhe que a primavera estava chegando e que eles deveriam marcar um baile, pois isso lhe aqueceria o espirito. Mason achava que ele ainda pensava em Louise.

Sir Phillip gostava de baile. não lhe agradava muito ter que dançar, mas adorava ver como seus convidados dançavam , gostava de ver e apreciar o movimento da dança , gostava de ver sua casa cheia já que, de vez em quando, se sentia tão solitário,  lembrou-se que se fizesse um baile teria que convidar Charlotte, o nervosismo tomou conta dele, mas de certa forma, seria bom pois ele teria uma forma de se redimir pelo mal entendido do encontro passado, e agiria como um cavalheiro normal e educado, que apenas estava arrependido de tais modos e de deixar a moça, naquele momento esperando uma resposta, por ter dito tantas coisas, com o nervosismo tomando conta de si,de tal forma que ele nem mesmo podia entender, o por quê de tal coisa, ainda assim ele iria fazer o que seria correto e perfeitamente razoável para um cavalheiro.

No dia seguinte, após seus afazeres, Sr. Phillip se sentia ansioso, como se quisesse algo específico mas não sabia o que exatamente. Decidiu ir dar um passeio pelo bosque que tinha ali perto.

-Natureza, uma dádiva celeste! - disse ele em voz alta. Após uns 20 min de caminhada.

Porém isso  soou muito romântico e filosófico para ele. Não teve como não lembrar novamente daquela tão bela senhorita que conhecera à tão pouco tempo, mas que insistia em visitar suas memórias. Seth pegou-se sorrindo, com o coração cheio e acelerado ao lembrar de Charlotte. Quando finalmente descobriu o que era aquela vontade estranha que lhe batera logo de manhã! Queria ver Charlotte! Queria sua companhia. Queria conversar e descobrir mais sobre ela! Estava decidido:

-Almoçarei com ela hoje! Mesmo que tenha que chamar a família toda!

Sr. Phillip mandara Manson entregar uma simples e singela carta a casa de Srta. Charlotte, estava ansioso de fato, ele não estava apaixonado é claro, mas queria conhecer mais a dama que tomara conta de seus pensamentos. E isso não era pecado não é mesmo? Estava se sentido tão solitário naqueles dias, que uma boa amiga naqueles horas não seria ruim.

Charlotte estava em seu quarto ora lendo suas partituras de piano, ora desenhando, ela dedicava seu tempo livre a pequenas coisas que faziam ela sentir grande prazer , la estava ela sentada na escrivaninha, tentando ocupar sua mente com algo, e decidira treinar um pouco sua leitura de partituras, não tinha um piano para que pudesse treinar suas musicas nas horas vagas, o único que um dia tivera, foi o velho e usado do século passado que fora de sua avó, que desafinou na primeira tentativa dela de tocar, que má sorte ela tinha! Pensava ela. Enquanto uns Tinham e não sabiam usar, outros não Tinham e queriam aprender ou tornar-se bons musicistas, tal como ela. Seria Bom - ela pensou - se Sr. Phillip deixasse suas opiniões frias e ridículas de lado e emprestasse seu piano, mas que menina boba! Ela Pensou de si mesma, Sr. Phillip pode ser gentil, mas isso não justifica o fato de ficar sonhando com o piano de outras pessoas, muito menos de alguém como Sr Phillip. Seus pensamentos iam cada vez mais longe, como sempre acontecia. Quando de repente, escuta alguém batendo na porta:
- Senhorita, queira perdoar minha intromissão mas essa carta acaba de chegar, não sei do que se trata, e nem conheço quem a entregou, deveria abri -la logo.

Charlotte ficou surpresa pela repentina entrada de sua criada senhora Fields em seu quarto, nem teve tempo de guardar todos os papeis que estavam em cima da cama, da escrivaninha e jogados no chão.

- Senhora Fields! Uma carta? Ora que surpresa, muito obrigada. Agora pode retornar aos seus afazeres, que eu aposto são bem mais importantes do que se importar com pequenas coisas relacionadas a mim.

Com uma reverencia senhora Fields deixou o quarto de Charlotte, uma carta Pensara ela, quem teria a enviado?   Abriu - a em um só movimento, e lá estavam as seguintes palavras:

 "Minha cara Senhorita Charlotte, queira me perdoar por atrapalhar seus afazeres nesse exato momento com essa carta, mas ficaria lisonjeado se a senhorita e sua família me fizessem companhia no almoço desta tarde."
Grato, Sr Phillip .

O que Charlotte faria? Pensou ela. Iria? Ou não iria? Ah, seria apenas um almoço não é?
Charlotte escreveu uma pequena nota respondendo:
"Sr. Philip, ficaremos encantados em aceitar sua oferta.
Atenciosamente Charlotte Davies"

Charlotte pediu a um criado que encaminhasse sua nota ao Sr. Phillip e voltou para seu quarto. Releu a nota e gritou o nome da mais velha de suas irmãs:

- Any! Any, corra, venha até aqui!

- Mas o quê quer, mulher? Por que tanta pressa?

- Ah, Any! Leia! Leia!

- A senhorita anda muito ansiosa esses últimos dias! Vejamos o que temos aqui: um convite do Sr. Phillip? " Minha cara senhorita Charlotte "? " Minha"?

Charlotte apenas a olhava e sorria ansiosa, esperando os comentários de Any.

Any, jovem e muito bem humorada, começou a rir, olhou para Charlotte e disse:

- Ora, minha irmã, pobre rapaz! - riu novamente - "minha" - repetia ela ao olhar para a nota - Ele sem dúvida está apaixonado por ti! Como os homens são tolos! Só te viu uma vez e acha que pode te chamar de "minha" - Any caiu na risada novamente - será que ele acha que você passa as noites em claro pensando nele? Desculpa, minha irmã, não tem como não rir!

- Ora Any! Não seja tão tola ao ponto de acreditar que Sr. Phillip esteja apaixonado por mim, não me faça rir, e com certeza ele não deve pensar que passo as noites em claro pensando nele! Até por que isso nunca aconteceria, eu passar a noite em claro por causa de um homem?
Tenha piedade - Charlotte dava risada -  é apenas uma carta Any, minha querida irmã, uma carta gentilmente pedindo para nossa família acompanhá - lo em um almoço, não coloque idéias além dessa  em sua mente! Ouviu?

Leia o Capitulo V

***

Com Contribuições de:
Angélica Damasceno, Camila Ribeiro, Lizandra Catharine,  Raiane Santos




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