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Lady Charlotte and Mr. Philip ¤ Capítulo V

***

Leia o Capítulo IV

A sonata


Todos estavam indo para o jantar que o Sr. Philip os havia convidado e Charlote não parava se pensar porque desse convite e também o porquê dele escrever "minha " na carta.
Chegaram e foram para sala de estar Sr. Davies conversou avidamente com Sr.Philip,  mas ele queria mesmo conversar só com Srta. Davies.

Foram para jantar e Sr.Philip sentou -se ao lado de Charlotte e tentou conversar com ela,  mas ela estava tão intrigada em seus pensamentos que não percebeu ele estava tentando conversar com ela.
Mas...
Mas Sr. Phillip era insistente.


- Srta. Charlotte, se assim é Claro, se não se importe. Se importa?

- Sim? - disse Charlotte se virando para ele e caindo no infinito azul daqueles olhos - Não, não me incomodo - Ela sorriu.

 Any deu uma risadinha bem discreta, mas foi o suficiente para Charlotte ficar com vergonha, pois sabia muito bem o que aquela risadinha queria dizer.

- Por que não nos dá a honra  de desfrutar nos de seus pensamentos?- disse Philips sorrindo. Sorrir era uma característica em comum de ambos.

Charlotte ficou sem graça, abaixou a cabeça e depois o olhou novamente:

- Porque talvez seja romântico e filosófico demais para o senhor. - respondeu entre um sorriso.

Sentado ao lado dela, após receber essa resposta ele ficou intrigado. Charlotte era uma Jovem Realmente bonita, era alta, e esguia, e cabelo negros e cacheados, mas devido aos costumes usava-os sempre presos, mas uma mecha sempre lhe caía no rosto. Como essa jovem consegue  esconder suas opiniões definidas e pensamentos acertados atrás dessa aparência doce. Pensou em falar-lhe sobre algo que conversaram da última vez na sala de desenho, mas lembrou que a família podia não estar a par, poderia causar constrangimento, então disse:

- Srta. Charlotte, a senhorita toca piano?

Charlotte olhou com leve espanto e disse:

- Se eu possuísse um piano tal como aquele que o Sr possui com certeza ficaria feliz em responde que toco. Do contrário respondo: não, não posso ousar tocar.

- Ora, Srta. Charlotte! Pois o que tenho a lhe propor agora é que toque, que ouse tocar, aposto que todos os presentes aqui irão adorar vê-la tocar.
  
Vai começar de novo! Pensou Charlotte, mais uma vez. Charlotte estava planejando mil maneiras de fugir dali, quando de repente seu Tio da uma gargalhada dizendo:

-Querida Charlotte, pare de ser tão modesta, todos aqui sabemos o quanto toca bem, toque aquela musica, aquela musica que você sempre tocava em nosso piano antigo. Antes que ele desafinasse, como era mesmo? Mozart, Beethoven? Sir Phillip nunca a ouviu tocar, não como nós ouvíamos.

E é assim que eu quero e eu desejo que fique, tio! - ela pensou consigo
.                      
- Desculpe decepcioná - lo, mas não poderei tocar, já que estou com tantos calos nas mãos de tanto passar meu tempo desenhando!
                      
Charlotte queria convencer a todos e a principalmente a Sr. Philip, que não tocaria.

- Gosta de desenhar senhorita? - disse Sr Philip.

-Sim , é um dos melhores passatempos que existem, além de cavalgar é claro. - Charlotte sorriu.

- Gosta de cavalgar também? Uma dama como a senhorita? Estou realmente surpreso, mas preciso concordar de que cavalgar, é de fato um ótimo passatempo.
          
Charlotte conseguira! Conseguira distrair Sr. Phillip e tirar sua atenção do piano.

- Seria uma honra um dia poder ver um de seus desenhos. Adoro apreciar todos os tipos de arte.

Sr. Philips estava mesmo disposto a quebrar a última imagem que a Srta. Charlotte havia tido dele. Não queria mostrar-se arrogante como da última vez que trocaram idéias, mas por hora ficaria agraciado de ouvi-la tocar.

- E já que para os demais isso não é novidade, não vejo razão pra que senhorita fique constrangida. Complementou Sr. Philip.

Após essa fala,  Charlotte viu-se obrigada a tocar, sentiu-se pressionada pelo cavalheiro enquanto todos da mesa a encaravam.


- Não há como recusar um pedido tão espontâneo quanto esse. E já que o cavalheiro faz tanta questão, atenderei o pedido com muito prazer. Contudo não me responsabilizo caso seus tímpanos estourem.


Charlotte disse isso com muito senso de humor e enquanto todos estavam rindo, inclusive Sr Philips, Charlotte caminhou até o piano e tocou. Estava um pouco nervosa pois nunca havia tocado num instrumento tão esplendoroso. O grupo então acompanhou Charlotte até a sala e atentaram-se a ela. Houve silêncio. Toda a atenção estava sobre ela. Então saíram as primeiras notas e Sr Philips não podia deixar de se encantar com cada acorde que Charlotte tocava. Ele era o mais surpreso do grupo, já que era o único que nunca a havia escutado.





            Beethoven Piano Sonata No. 14 "Moonlight": 2. Allegretto




Ao soar daquela canção ele se intrigava em descobrir mais da bela Srta. Charlotte. Teve paz, sorriu por dentro e percebeu em si mesmo, naquele momento, o  Seth Philip de antes de Louise, nome que naquele instante não soara tão destruidor em seu interior como de outras vezes, e se perguntava o por quê?! E o por quê a companhia da bela Charlotte o tinha despertado tantas esperanças, não, não poderia estar apaixonado, não suportava a ideia de ter aquele sentimento que antes o destruíra em seu ser, concordou que o lado frio se fizesse presente novamente, neste instante Charlotte terminara a canção, Sr. Philips a fitou de longe e lhe deu um sorriso de lado, um pouco tímido e confuso.


Charlotte terminara de tocar a musica, todos a aplaudiram, seu Tio e sua irmã exibiam um grande sorriso no rosto, já Sr Phillip, seus grandes e claros olhosrepousavam sobre a face de Charlotte, ela que na hora percebeu o olhar firme, e ao mesmo tempo suave que Sr. Philip tinha ao olhar para ela, um olhar que poderia dizer muitas coisas. Charlotte corou, e ele dando um pequeno sorriso no canto da boca disse, permanecendo com seus olhos por todos os traços do rosto de Charlotte:

- Quando me disse que causaria danos aos ouvidos de quem a ouvisse tocar Senhorita, não imaginei que seria desse modo, e quando me disse que não tocava muito bem, meus pensamentos não foram de que, os dedos da senhorita flutuassem no instrumento, como se fossem nuvens no céu. O coração de Charlotte batia tão rápido que ela mal conseguia respirar com tal elogio.

Oh, Sr Philip! Sinto-me lisonjeada! Estou satisfeita por todos aqui terem gostado e apreciado, mesmo sendo o fato de que eu acho que não toco suficientemente bem.

- Se todos tocassem como a senhorita! Que deleite seria, a senhorita se subestima. Ficaria lisonjeado em deixá-la tocar quando quisesse aqui, em minha casa. Me honraria se aceitasse.    

Por trás de Sr. Phillip, Any dava risadinhas, e piscadelas, e isso fez com que a situação de Charlotte piorasse,  e ao mesmo tempo tivesse vontade de rir.

Sr. Phillip, muito obrigada por esse grande elogio, sinto me muito feliz que todos tenham apreciado, isso é deveras muito importante pra mim.

- Eu não disse Sr phillip? Não disse que ela tocava tão bem como um profissional? Ela que não enxerga o quão bem toca. Fica sempre exigindo mais de si mesma e não consegue ver como toca bem - disse o tio de Charlotte, rindo enquanto falava.

- Perfeitamente bem, caro senhor - Disse Sr. Philip.

Sr. Philip contou-lhes sobre o baile de primavera, de modo a parecer que seu convite inusitado de almoço, se dera a uma nobre e gentil forma de convidá-los para o próximo evento.

Leia o CapituloVI


***
Com Contribuições de:
Angélica Damasceno, Camila Ribeiro, Emily Correia, Lizandra Catharine, Michelly Cruz, Suelen Trindade, Raiane Santos, Raquel Fernandes



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